Blind Test // Nespresso Ristretto Descafeinado

Blind Test // Nespresso Ristretto Descafeinado

Há umas semanas chegaram cá a casa duas caixas de Nespresso Ristretto, uma de café e outra de descafeinado. Como não sou a maior apreciadora, achei que o Zé era a pessoa certa para os provar e fazer o teste de sabor. E este foi o resultado:

Bom dia!

Quem me conhece sabe que sou um grande apreciador de café, o prazer de saborear uma chávena de café logo pela manhã enquanto desfruto da vista da nossa janela é um prazer do qual já não abdico. E como bom apreciador de café, sei também que a oferta de cafés descafeinados (um sacrilégio para muitos apreciadores, mas já lá vamos em mais pormenor) é bastante deficitária, e para quem, como eu, bebe o seu café sem açúcar sabe que todas as nuances ficam mais expostas, um café de qualidade realça as suas notas de corpo, aroma e sabor, e consequentemente um café de menor qualidade ou manipulado por norma deixa expostas essas lacunas.

Então pareceu-me um excelente desafio o teste que a Maria se me propôs a fazer: um blind test relativo à nova cápsula de café Nespresso Ristretto Descafeinado, em que irei provar a versão “normal” e a sua congénere descafeinada e tentarei adivinhar qual é qual, tentando ser o mais isento e descritivo possível.

Se são fãs da Nespresso, provavelmente sabem que a cápsula Ristretto dispensa apresentações, é um café de intensidade elevada, não tão aromático como outras crus mas muito encorpado e com um sabor presente no palato que perdura bastante no tempo. Confesso que sempre foi um dos meus favoritos, e é presença regular cá em casa, pelo que sou muito céptico em relação à pretensão da Nespresso, mas nada como testar não é verdade?

 

Vamos lá então ao que interessa, a Maria muito gentilmente fez o favor de tirar os dois cafés para duas chávenas idênticas, e apresentou-me ambos lado a lado, o que me deixou estupefacto pois a primeira impressão foi “ora bolas visualmente são praticamente indistinguíveis”, pensava eu que ia matar o assunto só de olhar para os cafés, saiu-me o tiro pela culatra! Ambos apresentam uma textura encorpada ao olho, com uma cor bastante castanha caramelizada, típica desta cru. Perante isto, teria de confiar no meu palato para juiz, mas antes disso ainda lancei uma última cartada, o aroma. Pensei eu “bem, o descafeinado provavelmente terá um aroma disfarçado mas mais fraco” mas não, o aroma está tão bem ajustado que é impossível distingui-los. Também sei que o aroma é o traço que mais necessita de expertise para se notar todas as nuances, e como me relego à minha condição de amador tive de me resignar eheh! Finalmente, a prova, ao beber o primeiro trago da chávena esquerda confesso que pensei estar a tomar o Ristretto “normal”, o sabor está lá todo, apenas notei uma persistência maior de um sabor não necessariamente associado ao café puro e duro mas ao tipo de moagem que lhe é dado, ainda assim algo muito subtil. Depois provei a chávena direita e o meu primeiro pensamento foi “estou lixado”, literalmente pensei isto porque numa análise em primeira instância não se nota nenhuma diferença! Tive de insistir então na persistência do sabor que me tinha deixado alerta e efectivamente notei que a chávena direita deixava menos esse travo, Ainda que o sabor associado fosse exactamente o mesmo. Assim, ainda que de forma relutante – a Maria não me deixa mentir eheh – apostei o meu dinheiro em como o descafeinado era a chávena esquerda, e… Acertei! O meu instinto acabou por se revelar certo, e claro senti-me um verdadeiro especialista na matéria! 🙂

 

De qualquer forma uma coisa é certa, nunca bebi nem de longe um café descafeinado que gostasse tanto, tanto mais que na mesma semana fui à Nespresso e comprei algumas caixas cá para casa, para finalmente poder desfrutar de um belíssimo Ristretto à noite sem ficar com insónias!

Espero que tenham gostado e fica o desafio para todas vós, se são apreciadoras de café façam também o teste e digam como correu! 🙂

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