How to stop procrastination NOW

How to stop procrastination NOW

Apesar de gostar muito de organização e planificação, fui uma procrastinatória durante quase toda a vida. Para quê fazer hoje se posso deixar para amanhã? E com esse pensamento ia adianto constantemente as coisas que tinha para fazer, chegando ao ponto em que a data final estava tão próxima que nem conseguia dormir decentemente preocupada com o assunto.

Fosse qual fosse o assunto, estudar para um teste, fazer um trabalho, arrumar ou comprar qualquer coisa, fazer ou levantar um exame… you name it! Em todos os campos da minha vida eu tinha tendência a deixar sempre tudo para “depois” e viver em completo stress nos últimos dias de prazo.

A verdade é que este hábito de procrastinar não tem apenas efeitos negativos por nos fazer passar por períodos de stress e ansiedade desnecessários, é também um hábito que nos puxa para trás e em muitos casos nos impede de viver a vida que gostaríamos e de alcançar os nossos objetivos.

Descobrindo isso, seria completamente impossível para mim manter esse hábito e não procurar uma solução, porque a verdade é que há muita coisa que ainda quero fazer na vida e só com muita proatividade e organização é que atingirei todos os meus objetivos. Mas como é que podemos deixar de procrastinar e passar a assumir as rédeas da nossa vida com mais energia e afinco?

 

A razão da procrastinação

Antes de parares é importante que percebas o que é a procrastinação. Ao contrário do que se possa pensar, não é preguiça nem a decisão de tirar algumas horas do dia para fazer coisas de que realmente gostas ou simplesmente para não fazeres absolutamente nada. Não! A procrastinação está associada à intenção de evitar um desconforto emocional. É uma atitude que temos perante tarefas que sabemos que não serão prazerosas, que nos causam aborrecimento, frustração, sentimentos de rejeição, dúvida, medo, ansiedade… e por isso tentamos adiá-las o máximo possível, na tentativa de evitar esses sentimentos.

 

A procrastinação é um hábito

A maior parte dos comportamentos que temos no dia a dia existem por força do hábito. Criamos o hábito de fazer, ser, reagir de determinada forma e ao fim de algum tempo estamos a fazê-lo em piloto automático achando que aquilo faz parte da nossa personalidade e que, portanto, será algo impossível de ser alterado.
Quanto mais treinares evitar sentimentos desconfortáveis, através da procrastinação, melhor te irás tornar nisso. Da mesma forma que, quanto mais treinares enfrentar e resolver as coisas rapidamente e evitar procrastinar, melhor te tornarás nisso.

 

Passo 1: faz uma lista

O primeiro passo é fazeres uma lista das tuas atividades de procrastinação favoritas. Este é um passo fácil mas é muito importante que o sigas para que tenhas uma ideia exata do teu comportamento quando algo te faz sentir desconfortável. Exemplos: scroll no Instagram, fazer planos ou listas para coisas que ainda estão longe de acontecer, fazer uma arrumação profunda a uma divisão da casa, comer, arranjar desculpas, ver filmes ou séries.

 

Passo 2: regista os teus sentimentos

Depois da parte fácil, de listares as coisas que mais gostas de fazer enquanto adias as que tens efetivamente de fazer, agora é hora de tomares nota dos sentimentos negativos ou desconfortáveis que te fazem procrastinar consecutivamente. Durante 3 dias aponta as tarefas que deverias estar a completar, os sentimentos que elas te provocam e a atividade de procrastinação que adotaste para evitar esses sentimentos.

 

Passo 3: definir um tempo limite

Agora que já sabes detetar exatamente quando estás a entrar em modo de procrastinação, é altura de te auto-corrigires sempre que isso aconteça. Começa por definir um intervalo de tempo em que tens obrigatoriamente que te concentrar na tarefa que estás a adiar – recomendo que comeces com intervalos de 20 minutos e vás aumentando a partir daí – e intervalos mais curtos – 1/4 do tempo de concentração – em que poderás relaxar entre os períodos de concentração até que a tarefa esteja concluída. Sempre que, durante o tempo de concentração, te ocorra fazer alguma outra coisa – seja ir à casa de banho, comer, beber água, ou mexer no telemóvel – no lugar de a fazeres, aponta-a num papel e continua a tarefa que estás a completar, no fim do intervalo de concentração poderás fazer todas as coisas que apontaste no papel.

 

 

Apesar de parecer uma coisa da qual se fala de ânimo leve, a verdade é que a procrastinação nos provoca sentimentos negativos já que na maioria das vezes nos faz sentir mal em relação a nós próprios e nos provoca a sensação de que não somos capazes, ou não temos o que é necessário para completar determinada tarefa ou atingir determinado objetivo. Este sentimento de incapacidade faz-nos sentir ainda mais infelizes do que a infelicidade que poderia estar associada à tarefa em si, sendo um ciclo vicioso e destruindo o nosso bem estar e auto estima.

Para contornar isto nada melhor do que seguir os três passos de que falo neste artigo e criar compromissos de tempo dedicado a tarefas menos felizes de forma a que o bem estar final seja alcançado. Pronta para começar?

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