viajar de avião com um bebé

Oh Martim #6 – viajar de avião com um bebé

Maternidade

Viajar de avião com um bebé é uma daquelas aventuras que deixa sempre qualquer mãe com muitas questões. Acho que mesmo as mães mais descontraídas têm sempre algumas dúvidas, afinal de contas sabemos que o nosso bebé tem certas necessidades que podem surgir a qualquer momento, e a sensação de estarmos confinadas a um avião faz-nos sentir que não seremos capazes de responder a todas elas – pelo menos foi como me senti antes de ir.

O Martim fez 6 meses no dia em que regressámos, e depois de um relato do 5º mês já tão tardio, esta é realmente a grande novidade que tenho para contar: como foi a experiência de viajar de avião com um bebé de quase 6 meses.

 

A bagagem

Começo por dizer que a companhia aérea que escolhemos foi a Ryanair. Por nenhum motivo em particular, apenas porque para estes voos mais curtos costumamos aproveitar algumas promoções e nem pensámos muito nisso quando reservámos. O voo do Martim ficou por 20€, é um valor fixo que cobram em todos os voos, independentemente dos bilhetes do pais serem mais caros ou mais baratos.

A política deles de transporte de bebés é até bastante boa, mas para que não restassem quaisquer dúvidas entrei em contacto com o apoio ao cliente para ter a certeza daquilo que poderia ou não levar comigo.

Podia levar: dois objetos que tivessem de ir para o porão (carrinho, ovo, berço de viagem, cadeira de carro…), uma mala pequena pertencente ao bebé (a juntar à minha mala pequena e à minha mala de viagem de mão, que já são duas peças permitidas a todos os passageiros) e ainda podia levar água e tudo o que fosse comida de bebé, tendo só de colocar essas coisas num saco separado para passar pela segurança.

Provavelmente algumas de vocês já ouviram falar da nova política de bagagem da Ryanair em que a mala de viagem de mão deixou de poder ir connosco no avião para ter de ser despachada para o porão, a não ser que se pague 4€. Sinceramente eu até acho um alívio, tendo em conta que podemos levar uma mala pequena connosco dentro do avião (uma mala de senhor ou uma mochila, o Zé levou a Eastpack). É que detesto aquela roda viva de tira e põe malas nos compartimentos por cima dos assentos, e acho que o embarque é muito mais tranquilo se não tivermos malas connosco.

No nosso caso podíamos então levar: duas malas de viagem de mão, que seriam despachadas para o porão; duas malas pequenas que poderiam ir connosco na cabine do avião; uma terceira mala pequena referente ao bebé, que também poderia ir na cabide. Mas ao fazer as malas, e a ter de levar uma caixa inteira de leite em pó para o Martim, percebemos que íamos andar com malas e malinhas já para não falar de carrinhos e bebé e portanto decidimos pagar uma mala maior de porão para levar a maior parte das nossas coisas. Essa mala ficou por 50€, 25€ para cada lado, mas foi realmente um alívio porque num só espaço colocámos toda a nossa roupa e nem tivemos de limitar os cosméticos porque no porão não há limite de quantidade para os líquidos.

Assim sendo, levámos: uma mala de porão até 25kg, com quase todas as nossas coisas; o carrinho do Martim que pudemos levar até junto do avião e só aí entregámos e despachámos para o porão; uma mochila cada um, que foi connosco na cabine; uma mala pequena com a comida do Martim.

 

O voo

Também nos recusámos a pagar por lugares ao pé um do outro, por isso ficámos sempre em lugares afastados. Mas na viagem de ida havia um lugar livre ao pé de mim e o Zé conseguiu pedir para trocar. No regresso é que o avião ia mesmo completamente cheio e não houve lugar a trocas.

Das duas vezes, o Martim adormeceu ao descolar. Na ida, tinha comido já há algum tempo; no regresso, comeu ainda antes de descolarmos. Achei que com todo aquele balanço e aquele ruído de fundo ia ficar a dormir bastante tempo, mas estava enganada. Ele detesta dormir ao colo e não dormiu mais de 30 minutos em nenhuma das vezes. Depois disso foi uma maratona de entretenimento para que ele não chorasse, porque ao fim de algum tempo sempre na mesma posição e sem ter grande espaço para se mexer, naturalmente tinha em mãos um bebé completamente impaciente e resmungão. Mas fez-se.

 

A fralda

Em nenhuma das viagens lhe mudei a fralda em pleno avião, aproveitámos sempre as casas de banho antes de embarcar e à chegada. Também porque não me senti confortável a aventurar-me pelo avião fora com um bebé ao colo, confesso – e o lugar destinado a pessoas que levam bebés é SEMPRE o da janela, na Ryanair, o que não facilita que se saia do lugar. Ainda assim, tinha levado comigo fraldas e toalhitas não fosse dar-se o caso de precisar mesmo mesmo de o mudar em pleno voo.

 

A comida

Como disse, pudemos levar a comida que quiséssemos. No entanto levámos apenas: um termo com água quente, um cantil com água fria, duas doses de leite em caixas pequenas próprias, uma caixa grande cheia de leite em pó para usarmos durante a estadia.

Levámos ainda dois biberões e colheres para lhe dar comida de frasco, que se vende em qualquer supermercado da Europa. Achámos que não valia a pena irmos carregados com isso de Portugal. Só o leite é que preferimos levar, porque já experimentámos dar-lhe outros leites e ele não se adaptou bem a outras marcas – o Martim bebe Aptamil desde que nasceu.

 

Os dias em Roma

Comprámos, na C&A, um daqueles macacões de neve que são impermeáveis por fora e de pelinho por dentro, super quentes. Foi isso que usámos todos os dias enquanto andávamos na rua. Vesti-lhe apenas body e calças interiores e uma camisola fininha de manga comprida por cima do body – só para estar mais aconchegado quando chegávamos a qualquer lado e tinha de lhe abrir o fato para não morrer de calor. Portanto não levei roupa de rua para o Martim. Levei bodies, calças interiores, camisolas fininhas, meias e babygrows para dormir.

O carrinho tem uma proteção de chuva, que deu um jeitaço, por isso basicamente era meter o Martim no macacão dentro do carrinho, meter a capa de chuva por cima – que também ajuda a proteger do frio porque faz quase como uma estufa – e lá íamos nós.

Antes de sairmos de casa dava-lhe comida e mudava-lhe a fralda, à hora de almoço quando parávamos para comer era quase sempre à hora de lhe dar também comida e voltar a mudar a fralda, e regressávamos a casa a horas dele comer novamente – que com frio e chuva também não apetecia andar na rua até altas horas.

Foi tudo muito tranquilo, a casa do Airbnb que escolhemos tinha cama para o Martim, mas não tendo também dormiria no meio de nós na boa, por 3 noites não seria um problema.

 

Agora é ganhar coragem para nos aventurarmos numa viagem mais longa, tanto em distância como em duração. O que me mais me assusta é mesmo o avião, porque eu detesto andar de avião muito tempo, fico farta, cansada, impaciente… E acho que o Martim sente isso e se sente da mesma forma. Se numa viagem de 3 horas foi o que foi, imagino 8 ou 12 horas de viagem. Mas não tarda também já está mais crescidinho e já se entretém com mais coisas, é essa a minha esperança. Porque já sei que depois a altura de passear e tal, essa corre super bem e não dá trabalho nenhum.

 

E vocês, já viajaram com os vossos bebés? O que foi mais fácil e o que foi mais difícil? ♥

 

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